sexta-feira, 13 de março de 2015

Publicidade não é Design

Achei esse texto num site de publicidade (posto o link no final) e resolvi compartilhar por aqui, o cara fala justamente da indignação minha(e de muitos) dos últimos dois anos quando me formei em Publicidade e o mercado só procura por Designers.


"Galera... Achei esse texto muito interessante, e suficientemente relevante para postar aqui, é de um blogueiro do RS, Anthony Johann Soares, o dezpóstico, vale a pena conferir: “Criar está virando sinônimo de desenhar no Photoshop. Não quero desmerecer o Design Gráfico e ao elaborar esses apontamentos isso não passou nem perto do meu raciocínio crítico. Pra falar a verdade, nem querendo eu conseguiria falar mal do Design Gráfico. Afinal foi fazendo trabalhos como freelancer para clientes pequenos e médios que iniciei minha noviça carreira no ramo das comunicações. Aliás, faço freelancer até hoje com o maior orgulho. Mas um fato que vem acontecendo muito frequentemente em universidades e cursos técnicos da vida é a confusão miscelânica entre Publicidade, Produção Gráfica, e Design Gráfico. Cadê vez mais leio depoimentos em redes sociais e testemunho situações que para mim são no mínimo sem sentido. São acadêmicos de publicidade demonstrando um interesse exclusivo e incansável na área de Produção Gráfica. Não que essa função dentro de uma agência de publicidade seja menos que as outras, - até acho que está entre as principais - mas entrar em um curso de Comunicação Social para estudar softwares gráficos ao invés de tentar entender a movimentação do mercado, a persuasão, as teorias da comunicação ou até mesmo e simplesmente já que gostam tanto do visual estudar as vanguardas. Em minha condição despótica aqui nesse blog, atribuo as bases dessa Torre de Babel às agências de publicidade e aos próprios alunos. Em sua maioria, as agências só confiam nos estagiários (quando o fazem totalmente) quando é na frente de um computador fazendo adivinha o quê? Produção Gráfica. Recebo em meus e-mails dezenas de agências e gráficas por dia pedindo estágio na área de Produção Gráfica por todo o Rio Grande Do Sul, e não recordo de uma vaga para Redator sendo oferecida pelo menos nos últimos dois meses. Repito: Isso não é ruim, Produção Gráfica é essencial, apenas estou analisando o ruído que a situação está causando na formação dos profissionais de amanhã. Enquanto isso, universitários maravilhados com bonitas malas-diretas e cartões de visitas se engajam cada vez mais na busca pelo brush perfeito deixando de lado McLuhan, Goebbels, Jung e até mesmo Olivetto. E quanto as universidades? Isento delas toda a culpa, e ainda a elogio por atender bem a demanda dando aos alunos de Comunicação o que eles querem: Design Gráfico. Como as coisas andam, não podemos nos assustar caso cada vez mais agências de publicidade e nichos da comunicação fora comandados por administradores, arquitetos e por aí vai."

Fonte: http://www.agenciaigual.com.br/site/content/publicidade-n%C3%A3o-%C3%A9-design-meu-amigo

sábado, 7 de março de 2015

Cinquenta Tons de Cinza - Livro X Filme

Depois de tanto tempo lançado, ontem assisti ao fenômeno
pornô romance, e tão comentado
Cinquenta Tons de Cinza. Ontem estava com todo conteúdo em mente do que escreveria aqui, mas o sono não me permitiu e por isso acredito que meu texto não ficará muito bom.

Assisti ao filme com a cabeça de quem já tinha lido o livro e conhece alguma coisa de filmes, entendo perfeitamente que adaptações de livros pecam num geralzão na história e no contexto, e que nunca será igual, até por que precisam ser adaptadas para agradar, gerar lucros e depois passar o conteúdo, e se fossem detalhar tudo o filme não duraria menos de 5 horas.

O filme fala de Anastasia Steele (Dakota Johnson) é uma estudante de literatura de 21 anos, recatada e virgem. Uma dia ela deve entrevistar para o jornal da faculdade o poderoso magnata Christian Grey (Jamie Dornan). Nasce uma complexa relação entre ambos: com a descoberta amorosa e sexual, Anastasia conhece os prazeres do sadomasoquismo, tornando-se o objeto de submissão do sádico Grey. (adorocinema.com.br)

No básico do básico, esse trecho do adorocinema resume todo o filme, entre os rodeios do amor que nasce em Ana, mas Christian não aceita de imediato.

O que quero dizer, é que como reles cinéfilo mortal que sou, dou 4(de 5) Estrelinhas para a produção. Imagens incríveis de Seattle (de Grey's Anatomy ♥) e do prédio/apartamento de Christian me fizeram ver o que imaginei quando lia o livro.

O que me incomodou portanto, foi a velocidade com que tudo aconteceu, o pequeno e ligeiro jantar na casa dos pais de Grey, Mia Grey é muito mais animada que aquilo, a pouca conversa com Kate são melhores amigas gente, Kate é mais curiosa que aquilo, o José quase imperceptível, a Mrs. Robinson pouco falada e que tanto perturba a Ana(no livro), enfim, posso me contradizer com isso, mas sei separar minha admiração por ambas obras.

Sobre os atores, inicialmente não tinha curtido Dakota nem Jamie, mas no filme num geral fizeram um bom papel, Jamie passou bem a frieza sendo quebrada, a arrogância amaciada de Christian. Já Dakota, passou uma Anastasia mais sofrida que inocente, ok que ela sofre pelo amor 'nao correspondido' mas Anastacia livro é mais inocente e menos sofrida, descobrindo o amor sim, mas também o prazer, e a confusão da cabeça dela. 4 estrelas pra eles também, poderia ser melhor.

Um comentário extra. O mesmo sentimento tive com Noé e mais em Êxodo: Deuses e Reis, filmes baseados em passagens bíblicas adaptados para o cinema, passam o conteúdo mas com 'o que o público quer ver' não sendo 100% fiel à obra original.

Como disse, separo minha admiração, gostei muito do livro, e gostei sim do filme, bela produção, ótima trilha sonora (já quero o CD), linda fotografia, direção que não sei, mas mantenho minhas 4 Estrelas.



Essa é MINHA opinião.



bjo bjo

Moa.